A ler somos todos iguais
Aventura-te! Vem conhecer neste blogue actividades, desafios, livros, leituras, etc.
terça-feira, 15 de maio de 2012
A poesia anda no ar...
Depois da seleção nas turmas, os seus representantes
brindaram o público com declamações artísticas, dando vida à poesia e, de entre estes, o júri apurou os "melhores" dos "melhores"!
Fase Distrital do Concurso Nacional de Leitura
No dia 24 de abril,
representantes da nossa Escola juntamente com selecionados de outras Escolas EB 2,3 e Secundárias do
distrito do Porto, participaram na fase distrital do Concurso Nacional de Leitura, na Biblioteca Municipal Almeida Garret.
A escola agradece toda a dedicação e empenho!
terça-feira, 17 de abril de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
Mãezinha
A terra de meu pai era pequena
e os transportes difíceis.
Não havia comboios, nem automóveis, nem aviões, nem mísseis.
Corria branda a noite e a vida era serena.
Segundo informação, concreta e exacta,
dos boletins oficiais,
viviam lá na terra, a essa data,
3023 mulheres, das quais
45 por cento eram de tenra idade,
chamando tenra idade
à que vai do berço até à puberdade.
28 por cento das restantes
eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes.
Umas, viúvas, que nunca mais (oh! nunca mais!) tinham sequer sorrido
desde o dia da morte do extremoso marido;
outras, senhoras casadas, mães de filhos...
(De resto, as senhoras casadas,
pelas suas próprias condições,
não têm que ser consideradas
nestas considerações.)
Das outras, 10 por cento,
eram meninas casadoiras, seriíssimas, discretas,
mas que por temperamento,
ou por outras razões mais ou menos secretas,
não se inclinavam para o casamento.
Além destas meninas
havia, salvo erro, 32,
que à meiga luz das horas vespertinas
se punham a bordar por detrás das cortinas
espreitando, de revés, quem passava nas ruas.
Dessas havia 9 que moravam
em prédios baixos como então havia,
um aqui, outro além, mas que todos ficavam
no troço habitual que o meu pai percorria,
tranquilamente no maior sossego,
às horas em que entrava e saía do emprego.
Dessas 9 excelentes raparigas
uma fugiu com o criado da lavoura;
5 morreram novas, de bexigas;
outra, que veio a ser grande senhora,
teve as suas fraquezas mas casou-se
e foi condessa por real mercê;
outra suicidou-se
não se sabe porquê.
A que sobeja
chama-se Rosinha.
Foi essa que o meu pai levou à igreja.
Foi a minha mãezinha.
Autor: Rómulo de Carvalho
Descobre o número de mulheres a que corresponde cada percentagem referida no poema.
e os transportes difíceis.
Não havia comboios, nem automóveis, nem aviões, nem mísseis.
Corria branda a noite e a vida era serena.
Segundo informação, concreta e exacta,
dos boletins oficiais,
viviam lá na terra, a essa data,
3023 mulheres, das quais
45 por cento eram de tenra idade,
chamando tenra idade
à que vai do berço até à puberdade.
28 por cento das restantes
eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes.
Umas, viúvas, que nunca mais (oh! nunca mais!) tinham sequer sorrido
desde o dia da morte do extremoso marido;
outras, senhoras casadas, mães de filhos...
(De resto, as senhoras casadas,
pelas suas próprias condições,
não têm que ser consideradas
nestas considerações.)
Das outras, 10 por cento,
eram meninas casadoiras, seriíssimas, discretas,
mas que por temperamento,
ou por outras razões mais ou menos secretas,
não se inclinavam para o casamento.
Além destas meninas
havia, salvo erro, 32,
que à meiga luz das horas vespertinas
se punham a bordar por detrás das cortinas
espreitando, de revés, quem passava nas ruas.
Dessas havia 9 que moravam
em prédios baixos como então havia,
um aqui, outro além, mas que todos ficavam
no troço habitual que o meu pai percorria,
tranquilamente no maior sossego,
às horas em que entrava e saía do emprego.
Dessas 9 excelentes raparigas
uma fugiu com o criado da lavoura;
5 morreram novas, de bexigas;
outra, que veio a ser grande senhora,
teve as suas fraquezas mas casou-se
e foi condessa por real mercê;
outra suicidou-se
não se sabe porquê.
A que sobeja
chama-se Rosinha.
Foi essa que o meu pai levou à igreja.
Foi a minha mãezinha.
Autor: Rómulo de Carvalho
Descobre o número de mulheres a que corresponde cada percentagem referida no poema.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Enigma - D. Pomba e Sr. Gavião
Um gavião encontra um bando de pombas e disse:
- Olá, bando de cem pombas!
E a D. Pomba respondeu:
- Cem pombas, não! Nós, outras tantas como nós, mais a quarta parte de nós, mais o Sr. Gavião, cem aves são!
Quantas pombas tem o bando?
- Olá, bando de cem pombas!
E a D. Pomba respondeu:
- Cem pombas, não! Nós, outras tantas como nós, mais a quarta parte de nós, mais o Sr. Gavião, cem aves são!
Quantas pombas tem o bando?
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
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